Justin Timberlake Brasil

by André

Danja fala sobre processo criativo de Man of the Woods

Em entrevista à revista Rolling Stone, Danja falou sobre a criação de Man of the Woods, Filthy e as próximas músicas a serem lançadas.

Na última sexta-feira, o pop star Justin Timberlake lançou Filthy, um primeiro single surpreendente, diferente de Can’t Stop The Feeling para a animação Trolls! Em contraste, Filthy é repleta de sintetizadores e gritos agudos. Tem algumas influências de funk no breakdown, bateria por toda a música e guitarras que soam teatrais. Apesar de ter usado muito o falsetto no passado, dessa vez, ele trabalha com sua voz no intermediário, sua voz e a melodia são tratados igualmente na música.

O cantor produziu a canção com Timbaland e Danja, os mesmos de FutureSex/LoveSounds. Danja conversou com a Rolling Stone a respeito das sessões para a criação do novo álbum de Timberlake, Man of the Woods e o processo criativo de Filthy.

Houveram muitas conversas sobre o que você queria fazer nesse álbum?

Não conversamos muito, não teve muito planejamento. Quando entrei em estúido, ele já tinha uma direção. Eu só tinha que me adaptar ao que ele já tinha pensado em fazer.

No trailer do álbum, ele fala sobre como o CD reflete suas raízes do Tennessee. Isso foi algo que você notou nas sessões?

Sim – ainda mais intenso vindo dele, sua energia e seu visual. Ele não estava em estúdio tentando ser o Justin elegante usando ternos. Ele estava vestido como o trailer mostra. Essa era a energia.

Você sentiu que havia uma energia diferente, em comparação à das sessões de FSLS?

Definitivamente. E isso é por causa dele… Obviamente ele está em uma diferente fase de sua vida, em comparação à que estava naquela época. É justo dizer que a música reflete isso.

Quem estava em estúdio com você durante as sessões para o novo álbum?

Foi inspirador porque tinha Timbaland comigo em uma sala, na outra estavam Chad Hugo e Pharrell, também tinha Rob Knox e Eric Hudson em outra. Tínhamos essas duplas de ótimos produtores. Eu sou uma pessoa competitiva… Se eu sei que eles estão ali trabalhando, eu darei o melhor de mim fazendo coisas fenomenais com as quais eles não conseguirão competir. Justin estava indo de sala à sala, compondo e gravando com todo mundo.

Como Filthy surgiu?

Eu e Timbaland estávamos fazendo a batida. Justin perguntou “O que é isso?” Ele estava animado; sabíamos que ele tava compondo um pouco. Aí ele voltava pra outra sala e trabalhar em outras coisas. Foi assim que funciona. Ele sempre está trabalhando, mesmo quando parece que não, sempre compondo, quando você pensa que não. Depois ele chegava e nos mostrava a letra da canção inteira, sem nem sabermos que ele estava compondo.

Foi sua ideia incluir os sintetizadores na parte eletrônica e o baixo do início da música?

Muitas vezes eu faço alguns sons e vejo o que funciona. Eu sabia que queria uma batida muito forte, e muitas vezes isso é possível graças à linha de baixo, e imediatamente eu queria fazer algo que te prendesse – assim que a batida para, eu quero que o ritmo te prenda. A parte eletrônica foi feita para fluir de uma certa maneira. A linha de baixo soa familiar. Você não consegue fugir do baixo. Isso te faz agir de uma certa forma. E é isso que aconteceu – o baixo ajudou a fazer Justin se tornar quem ele é em Filthy.

E você acrescentou os gritos na batida?

Eu queria que as coisas chamassem sua atenção: gritos, gemidos, respiração, você até ouve um leão no segundo verso. Ele fala algo sobre “a gaiola” e você ouve um leão rugir e a gaiola se fechar. Eu queria que as coisas chamassem sua atenção de diferentes formas, fazer você se sentir de uma certa maneira e não te dar descanso.

Os breaks com guitarras e bateria soam como se fossem uma canção do grupo Mint Condition.

O break foi ideia de Timberlake. Ele voltou na sala depois de ter feito um verso e disse: “Podemos começar a música assim?” E cantou uma melodia, movimentando seu corpo. Eu assisti, vi como ele tava se mexendo, ouvi a melodia e comecei a trabalhar na introdução que ele pediu e fazendo soar tão grandiosa quanto possível. Ele é um ótimo produtor. Ele está sempre envolvido na criação da música. E isso foi ideia dele.

Atualmente, tudo que toca no rádio tem hi-hats – vocês não sentiram a necessidade de usá-lo nesse álbum?

Primeiro, já tem muitas canções por aí nessa pegada. Segundo, a música não pedia isso. Mesmo que eu tentasse – não direi que não tentei fazer – mas não se encaixava. Soa muito datado se encaixar no que está tocando agora. Não é assim que você quer ser.

Você  teve outras músicas no álbum além de Filthy?

Eu fiz uma música chamada Say Something e outra chamada Sauce. [Ele se esqueceu (ou não está creditado) de Young Man]

Say Something é a canção com o Chris Stapleton?

Acredito que sim.

Ele é um cantor country. Foi um desafio para você?

Eu sou conhecido por ser eclético. Eu sou um música; Posso tocar e me encaixar em tudo. Mas eu não diria que essa canção é country.

Essa é a primeira vez, desde Justified, que Timberlake trabalhou com múltiplos produtores em um único álbum. Como suas músicas se harmonizam com as dos Neptunes e com as de Eric Hudson e Rob Knox?

Temos o assunto em comum, que é o Justin. Ele fará com que tudo se encaixe mesmo se as músicas soarem diferentes. Todos nós tivemos um papel importante no mundo que ele estava criando. Você não espera de nós, o mesmo que Pharrell fará. Fazemos o que sabemos fazer, e ele harmoniza tudo.

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